COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA

FOI-SE O QUE ERA NOVO, POIS JÁ É UM OUTRO DIA.

POR JEFF PEIXOTO*

O sujeito foi dormir tão orgulhoso dos diplomas em molduras expostos na parede do quarto. Certo de que sua vasta experiência e imensuráveis trabalhos que já levaram sua assinatura faziam dele um dos melhores no segmento: a comunicação. Mas, ao acordar, percebeu que os avanços na tecnologia haviam modificado diretamente o ofício do comunicador social, mais do que isso, percebera que a concorrência agora era nivelada por baixo, pois qualquer bicho com duas orelhas passou a acreditar que comunicação, jornalismo e marketing eram atividades que ele poderia exercer, bastando para isso possuir um aparelho celular. 
    Isso é verdade, aquela especialização, aquele mestrado concluído há quase uma década já se fazem tão obsoletos quanto uma tevê analógica. Ainda funciona, mas está com as horas contadas. Todos os dias a tecnologia apronta alguma e vem sempre uma novidade. Para aqueles resistentes às mudanças e ao aprimoramento necessário para estar atento ao novo, o mercado vai fechando as portas aos poucos. O profissional da comunicação de hoje precisa unir atributos que antes não se faziam tão necessários assim. 
    E cada vez mais vai se estabelecendo uma defasagem do profissional completo, sobretudo porque há um desequilíbrio notável, quando se tem um que é fera nas ferramentas digitais percebe-se que não sabe pra que diabos serve uma crase e não difere os “porquês”; já no outro extremo temos aquele que escreve como se fosse um Machado de Assis, mas que ainda se limita a enviar releases por e-mail e não sabe pra que serve um tal de Instagram.  
    O certo é que não temos ideia do que esperar, com essa tecnologia que produz novas ferramentas com uma velocidade maior do que as pessoas são capazes de assimilar, é preciso estar atento, deixar de lado qualquer saudosismo, pois quem trabalha com comunicação e com informação tem que saber lidar com o novo quando se exige o novo e não esquecer como se lida com o velho para quando se exigir o velho. Aos colegas do ramo, um alerta: em comunicação e tecnologia, foi-se o que era novo pois já é um outro dia...

*Jeff Peixoto está às portas de completar 20 anos de carreira. Homem de Comunicação. Escritor, jornalista, letrólogo, artista plástico... Como bem o definiu a colunista Lêda Maria: multitalentoso. Jeff é o fundador da Vocábulo UM.

 

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